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A genuinidade de Jamie Delano
Jamie Delano é um renomado escritor inglês que sempre teve uma queda por histórias de horror. Dos escritores britânicos houve um garoto de ouro chamado Neil Gaiman, com seus óculos escuros e suas roupas pretas, que é adorado em todos os lugares; um contraditório Garth Ennis com seu dispersivo humor e selvagem violência; um tal Alan Moore que dispensa apresentações; um certo Grant Morrison que guarnece seus leitores com seu trabalho na Vertigo e enlouquece garotos com seus trabalhos com populares super-heróis. Mas no lado mais escuro dessa sala encontra-se Jamie Delano. Ele não faz super-heróis mas adora falar de distopias emocionais e de anti-heróis com corações negros. Sempre com um malvado senso de humor que transforma até mesmo os momentos mais obscuros em claridade.
Ele é a mente por trás de trabalhos como Hellblazer, A Horrorista, Mundo Sem Fim, Visões de 2020 e Hell Eternal - Inferno em vida, só para citar alguns. Atualmente está escrevendo uma nova série para a DC Comics/Vertigo, que ainda não tem planos para ser publicada no Brasil, chamada Outlaw Nation que conta com as ilustrações do croata Goran Sudzuca e capas de Glenn Fabry, o responsável pelas antigas capas de Preacher.
Nascido em 1954 em Northampton, Inglaterra, nunca gastou suas forças para sair de lá. Só começou a trabalhar oficialmente com hqs em 1984 quando conseguiu um contato com a Marvel UK para escrever Night Raven e Capitão Bretanha. Em 1987 recebeu a função de desenvolver o personagem criado por Alan Moore, John Constantine em uma série mensal.
Delano vive com sua mulher Sue e seu filho Alex, o último de seus três filhos que continua na casa dos pais. Recentemente virou avô graças a seu filho James.
Nessa matéria poderá ser lido e apreciado trechos de entrevistas traduzidas e adaptadas - com as melhores perguntas - de três sites diferentes.
A entrevista abaixo foi retirado do site PopMatters e foi realizada por um dos críticos de hqs do site A. David Lewis.
PopMatters: Sr. Delano, você produziu hqs para editoras dos dois lados do Atlântico. Como a indústria de hqs se difere nas duas nações na sua opinião? Só pra acrescentar, como a opinião da população em geral sobre hqs se difere?
Jamie Delano: Eu suspeito que a maior diferença entre a poderosa indústria dos americana da indústria britânica é a escala... da mídia e das corporações que as controlam. Nos EUA, grandes recursos financeiros tem, por acaso, permitido as companhias similares à "luxúria" de sustentar hqs como uma criativa e fértil elaboração de idéias e "propriedades" - as quais, cedo ou tarde, podem lançar um novo Batman ou Superman com o potencial para ser explorado pela diversificada e proliferante mídia do século XXI. As companhias inglesas têm estado menos dispostas a fazer investimentos, escolhendo deixar nossa indústria nativa murchar na videira.
PopMatters: Você mencionou Batman e Superman. Mas você tem sido um componente chave dos famosos britânicos renovadores que trabalharam com personagens britânicos como Capitão Bretanha e o personagem do título Hellblazer, John Constantine - depois de ser criado pelo colega Alan Moore em Monstro do Pântano. O que você "trouxe à mesa" com esses personagens que um escritor não britânico não seria capaz? Fugindo um pouco, houve alguma frustração ou dificuldade sobre a origem/naturalidade desses personagens que outros escritores com outros personagens não teriam encontrado?
Jamie Delano: "Componente" é a palavra operativa - uma HQ é sempre uma criação em equipe... entretanto a frustração pode vir de tempos em tempos. Britânico ou não britânico, eu acho que a única coisa que eu "trouxe à mesa", que qualquer outro escritor não teria conseguido foi meu próprio estilo e "voz" desenvolvidos pela minha própria experiência do mundo. Isso é tudo com que qualquer escritor tem que lidar, indiferente da nacionalidade. É dito, era indubitável que a "britanidade" de John Constantine originalmente permitiu que a voz fosse escutada. Eu tive sorte. Se a DC não tivesse percebido a necessidade de um escritor inglês para dar a criação de Moore uma voz autêntica, eu duvido que ele ainda estivesse funcionando nas hqs hoje. Hellblazer me muniu de um fórum no qual eu pude criar o tipo de história que eu queria escrever... E tem havido uma contínua arrogância da minha parte desde então, eu acho, que eu sempre estive concentrado em fazer o personagem de qualquer título que eu trabalhasse servir à história melhor do que meramente inventar roteiros para apoiar um personagem estável.
PopMatters: Bem, você sempre trabalhou com um bom número de "personagens estáveis" - os quais você assumiu e os deu a sua própria rotação. Em particular, muitos deles já vieram com uma influência criativa Britânica. Alan Moore criou John Constantine, vários talentos da Marvel criaram o Capitão Bretanha, Grant Morrison iniciou o Homem Animal, etc. Como você trabalhou para mantê-los frescos sem invalidar o que veio anteriormente? Em geral, com qual dos seus trabalhos você é mais feliz, sendo eles originais ou já existentes?
Jamie Delano: Personagens estáveis são sempre difíceis.Você tem que ter algo a dizer e a convicção para dizer isso, enquanto respeita suficientemente o trabalho daqueles que vieram antes para não ir ns direção da decepção durante sua continuidade. Os trabalhos de minha autoria que me deixaram mais feliz - tirando as ocasionais edições de Hellblazer - são geralmente aqueles em que eu fui o instigador, trabalhando em uma folha branca com os conceitos e personagens. Eu estou muito contente com Visões de 2020. Eu estou mais contente ainda com a maneira como a minha nova série mensal Outlaw Nation está se saindo.
PopMatters: Umas das características atribuídas aos escritores de hqs britânicos sobre os seus parceiros americanos é que eles são mais "maduros" - tanto na forma de contar a história, na importância do assunto e nas imagens vívidas. Como você reage a essa generalização? O que há nas duas culturas que levam a essa diferença? Por que você sente que a audiência americana se adaptou tão bem ao seu estilo de escrever, tanto quanto cidadãos da Inglaterra como individualmente?
Jamie Delano: Como uma generalização. Eu imagino que a maioria dos escritores que você está pensando trabalham ou trabalharam bifurcados para a Vertigo - linha de audiência adulta da DC Comics. A Vertigo surgiu como uma resposta para a demanda de leitores "maduros" revelados primeiramente pelo trabalho de Moore em Monstro do Pântano. Eu suspeito que outros literados, oportunistas e vagos escritores britânicos, incluindo eu mesmo, viu oportunidades nesse tipo de trabalho e exploraram isso. Se não houvesse uma vaga audiência literária norte-americana que não fosse receptiva, então nós teríamos que nos adaptar a escrever histórias de super-heróis ou voltar para os nossos antigos empregos.
PopMatters: Desde o seu período em Hellblazer, o título foi escrito por dois outros "quentes" roteiristas britânicos, Warren Ellis e Garth Ennis. Qual a sua opinião sobre o trabalho deles em geral e com o personagem John Constantine? Como suas semelhanças de diferem?
Jamie Delano: John Constantine - mago urbano - é um personagem flexível o suficiente para acomodar os picadinhos de seus vários autores sem se tornar irreconhecível e contorcido. Todos os escritores que trabalharam com ele trouxeram aspectos de suas culturas e personalidade para o seu mundo e é assim que deve ser.
PopMatters: Certamente, nem Ellis ou Ennis eliminaram seus espetos e violência com suas interpretações. Em termos de violência, existe um limite do que pode aparecer em uma HQ segundo seus padrões? Seus predecessores foram muito longe nesse aspecto com Hellblazer?
Jamie Delano: Existe um limite sobre a quantidade de violência que pode aparecer em uma HQ sobre a minha instigação. Sem ser estranho ao mau gosto, eu geralmente prefiro a alusão apimentada dos choques ocasionais, mais do que as barulhentas e escatológica imagens e violência. Mas, enquanto eu posso ser ofendido ou até ficar com nojo, teoricamente, minhas preferências e preconceitos não deveriam ter lugar quanto fosse para determinar os meios que criadores usam para alcançar sua audiência.
PopMatters: Que elementos - sexualidade, profanidade, violência, etc. - você particularmente acha irregular ou inapropriado em hqs, tem algum?
Jamie Delano: Se eu fosse uma editora, eu certamente desenharia as linhas. Algumas imagens são indubitavelmente o tipo errado de combustível para a fome precipitada para a massa de psicose de nossa sociedade. Entretanto, antes da gente começar a banir hqs e vídeos para tornar o mundo seguro para nosso pivetes, vamos eliminar alguns milhões de malditas armas de fogo, huh?
PopMatters: Isso me leva a lhe perguntar sobre o Código Americano de Quadrinhos. Esse auto regulamentador da política das hqs vem a quase meio século debatendo o quanto sadios são as hqs, como Fredrick Wertham nomeou seus escritos anti-hqs, uma Sedução do Inocente. Que pontos de vista você tem, se tiver, do Código Americano de Quadrinhos atualmente? Você gostaria do mesmo para alguma empresa de hqs no Reino Unido?
Jamie Delano: Eu não sou necessariamente contra os conselhos do sistema de avaliação que mostram a audiência o que ela já sabe. Mas eu sou contra todos as regras que tendem a ditar padrões universais. Se eu tivesse que operar com o Código Americano de Quadrinhos, eu acho que eu usaria minhas mãos para escrever livros e filmes.
PopMatters: Uma réplica sensível, desde que, se alguém tivesse que arquivar seus escritos - uma coisa imprudente a se fazer, certamente - você, com certeza, escreveu uma abundante quantia de material de horror ou horror-tingido - ex.: A horrorista, e certamente Hellblazer. E a EC Comics, conhecida pela sua dominante linha de horror hoje em dia, são os maiores feridos com o Código de Quadrinhos. Seu trabalho "toca" de uma maneira diferente com a audiência americana e inglesa? Quais são as suas influências nesse estilo e quanto você poderia criar de horror para a cultura britânica, se pudesse?
Jamie Delano: É... bem, eu tenho que confessar que me sinto inclinado a ver o lado mais obscuro de qualquer situação - uma destreza útil para quando se está escrevendo histórias de horror, o qual Hellblazer acabou sendo. E o final dos anos oitenta foi um tempo severo na Inglaterra para aqueles como eu, a geração com trinta e poucos anos, e a inclinação cultural - encarando um terceiro mandato do Reino de Thatcher que pareceu ter esmagado os sonhos culturais de nossos adolescentes e obliterado aqueles com cerca de vinte anos. Eu não me vejo como o tipo de escritor, global, apesar de que... a maioria do meu trabalho - escurecido pelo cigarro - se encaixou orgulhosamente nessa audácia. Eu sempre escrevo para contentar a mim mesmo antes dos outros. Eu não sei se meu trabalho toca diferentemente para a audiência britânica ou americana. Eu acho que isso toca nos simpatizantes intelectos de todos os lugares... afortunadamente, deve haver o suficiente desses interessados curiosos propagando pelo mundo para me dar uma viável proposição financeira. Tranqüilizante ou assustador, depende de como você olha para isso, eu acho.
PopMatters: Provavelmente tranqüilizante, considerando tudo. Antes de escrever para eles, como você via as hqs americanas? Para onde irão as hqs americana - ou as hqs do mundo inteiro - ou, se há um risco, ao seu ver, de um fim do período das hqs?
Jamie Delano: Antes de escrevê-las, eu raramente via as hqs americanas, mesmo... exceto os "underground" que vinham no meu caminho. Eu imagino que as hqs vão se tornar menos e menos uma massas moderadora. Pelo menos quando os leitores maduros saírem do mercado... seguindo o modelo europeu para o mais caro encadernado/edição-de-colecionador nas livrarias e sobrevivendo junto substantivas mídias impressas, como funciona a tri-dimensional táctil beleza em um transigente mundo digital.
PopMatters: Quanto a essas boas hqs - criadas por americanos ou britânicos -, elas estarão conosco em algum tempo futuro. Por enquanto, existe uma crescente quantia de profissionais britânicos trabalhando em publicações americanas. Por sua própria experiência e sua associação com outros profissionais, o que se precisa para ser um bom escritor, especialmente de hqs?
Jamie Delano: Ajuda ser capaz de soletrar e escrever sentenças rudimentares. A habilidade de sobreviver a longos períodos de isolação e a danos por radiação de monitores de PCs - como sentar e encarar um horrível branco, tentando por dias chamar imagens da brancura que há dentro do seu cérebro - é também útil. A número um, pelo que eu suponho, é um direcionamento, sempre em busca da perfeição para simplificar e fazer algum tipo de sentido na ultrajante complexidade do mundo e da misteriosa espécie que o domina. Escrever hqs, especialmente requer uma forte imaginação visual e apreciação do poder da imagem; a habilidade de usar palavras com exatidão e economia mantendo-se agradável de ler e aparentemente naturalista.
PopMatters: Bem, obrigado pelo seu tempo e respostas, Sr. Delano. Finalmente, antes de terminar, onde você planeja ir no futuro, profissionalmente? Você se vê nas hqs por um longo período ou tem outra coisa que você e suas habilidades procuram? Se você está aqui para ficar, por qual dos seus trabalhos você quer ser lembrado e distinguido?
Jamie Delano: Eu planejo ficar nas hqs mais um tempo... embora, eu tenho feito um trabalho no roteiro de um filme recentemente... e cedo ou tarde eu vou escrever um romance ou dois, eu espero. Eu acho, com o risco de soar pomposo, eu ficaria feliz por ser lembrado como o escritor que - mesmo que algumas vezes suas ficções pareceram meio falhas - pelo menos nunca as colocou em um talk-show.
O trecho da entrevista abaixo foi retirada do site The House of Vertigo.
The House of Vertigo: Qual foi a primeira hq que você lembra ter lido?
Jamie Delano: The Victor - uma aventura Britânica com guerra e garotos no começo dos anos 60.
The House of Vertigo: Qual foi o seu primeiro trabalho publicado?
Jamie Delano: Em 1984 eu sucedi Alan Moore em Night Raven para a Marvel UK. Depois de um ano ou algo assim eu assumi o personagem Capitão Bretanha, meu primeiro trabalho com roteiro de qualquer tipo.
The House of Vertigo: Quais hqs você está apreciando no momento?
Jamie Delano: Trasmetropolitan, 100 Bullets; Hourman; Tom Strong; Preacher; Hellblazer. Haveria mais se eu mexesse mais a minha bunda e fosse atrás de outros, mas geralmente todos que eu vejo são os que chegam na caixa mensal da DC.
The House of Vertigo: Qual o trabalho se sua autoria que você sente mais orgulho?
Jamie Delano: Hmmmm... eu não sei. Hellblazer #35 veio a minha mente - "Coração de um menino morto" -; o terceiro ato de Visões de 2020 "Renegado", ficou muito bom; e eu estava feliz com Hell Eternal - Inferno em vida.
The House of Vertigo: Quem é seu autor preferido?
Jamie Delano: Impossível de dizer, mas Burroughs, Ballard, Cormac McCarthy e James Ellroy devem estar perto.
The House of Vertigo: Com quem você realmente gostaria de trabalhar?
Jamie Delano: Qualquer velho grande nome serviria, enquanto eles pudessem me dar alguns royalties - direitos - para mudar. Tirando isso, eu estou feliz em trabalhar com alguém que demonstre algum entusiasmo pela história e passe isso para as páginas.
The House of Vertigo: Qual site você visita regularmente?
Jamie Delano: Nenhum. Desde quando meu PC se tornou tão lento que navegar pela web se tornou uma experiência muito frustrante para se agüentar. Eu ocasionalmente dou uma passada no meu próprio site (www.jamiedelano.co.uk) para ver que diabos eu estou murmuriando.
The House of Vertigo: Deixe uma mensagem pra gente.
Jamie Delano: Uma que me inspira todos os dias da minha proeminente posição na frente do monitor é de, eu acredito, James Joyce: "Escreve, merda! Em que diabos mais você é bom?"
O trecho da entrevista abaixo foi retirado do site PopImage.com.
PopImage.com: Você dirigiu táxis durante um tempo em sua vida, algum de seus passageiros o influenciou para algum de seus personagens?
Jamie Delano: Não diretamente, mas você escuta algumas merdas interessantes se você manter sua boca fechada enquanto você dirige. Eu acho que a maioria dos motoristas de táxi são tagarelas como um mecanismo de autodefesa - tem algo nos táxis que parece fazer as pessoas pensarem que eles estão num confessionário ou numa sala de interrogatório policial.
PopImage.com: Um conselho para aqueles que querem ficar famosos.
Jamie Delano: Encontre sua própria forma de ver as coisas e não deixe ninguém te tirar isso. Se ninguém vai publicar o que você fez, faça você mesmo pela internet. Coloque seu trabalho na maior quantidade de lugares que você conseguir.
PopImage.com: O mercado de hqs americanas não está em alta. Quais você acredita ser os problemas principais que são responsáveis por isso e como você mudaria as coisas para melhorar a indústria?
Jamie Delano: Eu não me sinto apto para analisar o declínio do mercado de hqs, mas algumas táticas que eu sinto que poderiam ser benéficas incluem: um marketing dos títulos mais objetivo. A era das grandes massas de marketing está ultrapassada. Sub-culturas estão incrivelmente numerosas e acessíveis, todos nós temos que achar nosso próprio - pequeno - público e falar com eles. Aumentar o tempo de produção. Atualmente parece ser necessário dois anos no mínimo de concepção para a realização de um projeto. O paço da torrente de informações é tão rápido que as idéias perdem suas metas quase do dia pra noite. Se nós estamos se preparando para ser médiuns de uma "rápida ficção", então vamos fazer isso - faça a coisa sair e continue com outra coisa. E se nós vamos passar metade da vida para lançar uma mini-série, então pelo amor de Deus vamos deixar isso mais tempo do que alguns meses nas prateleiras para provar seu valor e retirar os investimentos dos gastos de tempo e produção. Eu provavelmente escrevi exagerando cerca de 250 títulos mensais individuais na minha carreira dois quais eu acho que apenas 20 ainda estão acessíveis. Tire alguns títulos mensais os transforme em encadernados e os tornem mais acessível para o público adulto comprador. Construa um lista que livrarias - das ruas e on-line - possam fiar-se. Reze pela melhora do tempo.
PopImage.com: Seus projetos futuros incluem?
Jamie Delano: Eu tenho trabalhado numa adaptação de Hell Eternal para as telas. Hell Eternal é uma prestigiada publicação de um título publicada pela DC/Vertigo em 1998 (Nota do tradutor: Hell Eternal - Inferno em vida foi lançada no Brasil em dezembro de 1999 pela Brainstore Editora ilustrada por Sean Phillips. Esta é uma história baseada em incidentes reais de três jovens estudantes neo-nazistas britânicos que vão muito longe e não conseguem achar o caminho de volta e terminam mortos por suas próprias mãos nos EUA. Alguns fortes interesses têm sido mostrados mas eu acho que tem apenas uns 10% de chance de ser produzido como um filme de baixo orçamento.
PopImage.com: Quem é seu agente? Tem alguma companhia na jogada?
Jamie Delano: Sem agente, por isso eu provavelmente não vou ter nenhum direito autoral. Tem uma companhia envolvida sim. Eles têm o primeiro rascunho do roteiro esperando uma decisão. É muito cedo para ser otimista, mas eu acho que eu fiz um bom trabalho no roteiro, considerando que eu estava aprendendo a linguagem de cinema durante o mesmo.
PopImage.com: Alguém na Vertigo tem afetado o seu estilo ou carreira?
Jamie Delano: Bem, eu acho que é isso que me mantém no negócio, por bem ou por mal. Se a Vertigo não tivesse se desenvolvido como um tipo de arena que me permitisse pelo menos o grau de liberdade criativa e integridade que ela me dá eu teria renovado minha carta de motorista de táxi anos atrás. Então, se esse fosse o caso, talvez eu tivesse escrito um romance. De qualquer forma, eu tenho certeza que eu não poderia passar 15 anos no negócio escrevendo personagens principais e títulos importantes. O mesmo vale pro estilo, eu acho. Meu estilo é meu estilo e eu não me sinto apto para mudá-lo, é gratificante que a Vertigo se desenvolveu de uma maneira que continue confortável pra mim. Esse sempre foi o forte da Vertigo, eu acredito. A política editorial da Karen Berger sempre favoreceu criatividade individual acima de qualquer "estilo da casa", e eu ainda acho que esse é o único meio de se proceder.
PopImage.com: Agora o jogo dos nomes, funciona assim, eu digo o nome de algum talento e aí você diz o que vier ma mente, vamos lá:
Warren Ellis - mantém uma base cheia de clones maus. Como mais ele conseguiria fazer tudo que ele faz?
Neil Gaiman - ele não trabalhou com hqs alguma vez?
Garth Ennis - garoto cerveja que mascara um particular intelecto.
Brian Bolland - em exemplo de refinamento.
Jack Kirby - fez alguns bons trabalhos.
Matt Wagner - sólido.
Grant Morrison - talentoso, inventivo e provavelmente mais velho do que aparenta.
Bob Kane - estou ficando cansado desse jogo.
Eddie Campbell - conhece muito sobre escultura clássica... impaciente perito...
Alan Moore - "conhece o resultado".
Dave Gibbons - faz do jeito humano.
David Lloyd - talentoso contador de histórias... desapreciado.
Sean Phillips - faz o serviço e faz bem.
Stan Lee - Uma lenda, eu ouvi.
PopImage.com: Quando você escreve, você escreve pelo valor do entretenimento ou com um propósito/ideal específico na cabeça?
Jamie Delano: Hmmm... eu escrevo para entreter - e assistenciar - a mim mesmo, e para tentar e trazer aspectos de um universo grande e sem regras temporariamente sobre o meu controle com a esperança e expectativa de que pessoas suficientes ocupem o mesmo solo para eles se entreterem e comprometerem-se com o que eu escrevo. Eu sou um pensador muito desorganizado para um plano cruel, mesmo para metas socio-políticas ou comercialidade calculadas. Minhas histórias tendem a apontar para minhas atuais preocupações. Meus personagens me permitem reduzir a interior e conflitante ininteligível opinião e ideologia para alteráveis balões de palavras. Eu sou congenitamente incapaz de redigir um roteiro sobre uma história ou série. Elas apenas realmente funcionam pra mim "quando eu estou criando e indo em frente". Algumas vezes eu queria que fosse diferente, mas geralmente as conseqüências dessa "asa e escravidão" são o que me mantém minimizando o confronto comigo mesmo de todos os dias... pensando no teclado... ao invés de se perder em uma névoa de tédio.
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